quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Doce Vingança- por Camila Bernardini


Meus olhos te viram tristes

Olhando para o infinito

seus olhos tão aflitos

Soluços prontos para virar um grito

Nessa hora minha alma

Com dor foi perfurada

talvez sua tristeza de não sentir-se amada

faça com que esses olhos demonstrem ser maltratada

sentada sozinha naquela sepultura

Lágrimas que teimam em escorrer

Mil dúvidas surgem no vazio da sua mente

Mas você não acha a resposta e nem o porque

Com seu copo de vinho brinda a morte

E tudo que ela tem a lhe oferecer

Já esquece de ser forte

tudo que deseja é parar de sofrer

Eu em minha angústia tento te socorrer

Mas você já não me ouve

Já não consegue entender

Quer apenas a solidão inerte na sua própria escuridão

seu caminho está em trevas

Sem nenhuma luz a brilhar

Sua dor...seu pecado

Talvez foi querer me amar

Em meio ao soluço e desespero peço para me perdoar

Mas você continua distante

Apenas com o desejo de se matar

Então no mesmo instante

Vejo um punhal te acertar

O sangue no chão começa a espalhar

Com um último suspiro

Você me lança um olhar

Diz em um sussurro

Que foi a doce maneira que encontrou para de mim se vingar

Com seu corpo morto...em meu braços

Sei que tudo está perdido

me perdoe por um dia

Em sua vida ter existido

Um comentário:

Denny Guinevere Du Coudray disse...

Nossa! Lágrimas aos meus olhos brotaram ao ler este poema. Senti em mim algo do qual pensei ter fugido, mas continua aqui, esperando.
Parabens Mila, Nunca duvidei de seu talento...

Beijos querida!