sexta-feira, 4 de maio de 2012

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Apenas me chame de Mestre



Veronica olhou-se no espelho. O tempo passava, o temor de envelhecer continuava. Não que estivesse feia e velha. Tinha vinte e três anos, mas sentia saudade da sua adolescência de tudo que tinha vivido nela. Seu temor era que os anos continuassem passando. Sentia que o tempo era curto de mais para que pudesse viver e aproveitar tudo que queria. Perdida em seus devaneios, quase não ouviu seu celular tocando. Olhou para o visor, era sua amiga Julia.
- Alô
- E ai vamos hoje para o Dm?
Dm era uma balada, que as duas frequentavam quase todos os fins de semana, rolava um som dos anos 80. A maioria dos frequentadores eram góticos e alguns outros malucos que se achavam vampiros. Verônica achava engraçado essas pessoas. Pensava qualquer dia vou dizer a um deles: “È vampiro faz crescer os dentes, vira morcego e sai voando”. Mas gostava do lugar e disse a sua amiga:
- Claro, me encontra às onze horas em frente à estação Republica.
No horário combinado as duas estavam na frente da estação indo à balada. Um homem de, sobretudo, delineador nos olhos e uma palidez tão sombria que só podia ser uma maquiagem chegaram perto delas e quase em um sussurro disse:
- Posso acompanhá-las?
As duas se entre olharam, sorriram e disseram sim, Veronica então olhou para ele, olhou no fundo de seus olhos. Tinha uma cor bonita. Eram azuis e ficava legal com o contraste preto do delineador. Então ela se sentiu presa dentro daquele olhar, uma força magnética, hipnótica. Jurou ouvir a voz dele dizendo “Logo não temerás, mas a velhice”. Mas claro só podia ser o efeito das tequilas que tomou em outro bar, antes de encontrar Julia. Afinal estava encarando o homem, e ele não havia mexido os lábios. E ninguém além dela conhecia seu temor de envelhecer. Com muito esforço desviou o olhar e disse:
- O que ainda estamos fazendo parados aqui?
Em tão todos seguiram até a entrada da balada. Tudo corria norma, as mesmas pessoas de sempre. Julia encontrou com o carinha que ficava há um tempo e logo desapareceu com ele. Verônica comprou uma dose de vodka e foi para a pista de dança. Adorava dançar, era como se o mundo todo desaparecesse. Como se só estivesse ela e a música ali. Nada mais! Fechava os olhos e simplesmente sentia a música, não importava as pessoas ao redor. Não importava nada. Só queria sentir seu corpo em movimento, em sincronia com o som que tocava. E nesse transe da dança nem percebeu quando ele se aproximou. O homem que as acompanhou da estação para a balada estava parado a olhando dançar. Percebendo que ela nunca sairia daquele transe, tocou sua mão. Só assim ela abriu os olhos. Ao ver quem era sorriu e disse:
- Nós nem nos apresentamos, não sei seu nome.
- Não tenho nome, pode me chamar do que quiser.
- Como assim não tem nome?
O som estava alto novamente, e a conversa ficou pelo ar. Veronica dançava, só que agora inquieta com aqueles olhos azuis que não paravam de encará-la. A presença daquele homem sem nome era forte, tinha uma energia estranha. De repente sentiu que ele pegava em suas mãos. Começou a dançar com ela. A pele dele era fria, fria de mais para uma época de calor. Sentiu medo daquela pele gélida, vontade de correr. Mas algo a prendia ali. Ele então a beijou, um beijo intenso, prometendo outros toques intensos. A mão dele percorria todo seu corpo, até que a colocou por baixo da saia dela. Na mesma hora ela se afastou. Olhou para ele e disse:
- O que é isso? Mas quem é você afinal?
- Vou te dar o que sempre desejou!
- Nunca desejei ser agarrada em uma balada...
- Isso só faz parte do processo, quanto mais prazer sentir menos doloroso será?
- Você deve ser outro desses malucos...
Ele não respondeu a beijou com força, jogando seu corpo contra parede. Verônica tentou resistir. Mas a verdade é que estava sentindo prazer naquilo. O beijo parou, ele desceu para seu pescoço. Alguns beijos e ela disse:
- Me morda!
- Tem certeza?
- Sim
Ele então a mordeu. Verônica sentir uma dor prazerosa nunca sentida antes. Podia jurar que estava gozando apenas com aquela mordida. Foi sentindo-se fraca, seu corpo amolecendo e caiu. O homem estranho e sem nome a segurou pelos braços, afastando ela da pista para que as outras pessoas não percebessem. Foi então que rasgou sua camisa, com sua própria unha fez um corte em seu peito. Algumas gotas de sangue escorriam lentamente do peito a barriga. Colocou então a garota por sobre seu peito. Na mesma hora que sentiu aquele cheirou doce, Verônica despertou lambendo o peito dele. Quando as primeiras gotas de sangue mergulharam por sua garganta a fome era veroz, desceu lambendo até as gotas que escorriam para a barriga.
Algumas pessoas ao redor começaram a olhar, estava escuro não perceberam o sangue. Mas estavam incomodada com a cena. Quando finalmente Veronica saciou sua fome, voltou a beijar o homem estranho com tanta luxúria e desejo que pensou fosse explodir com as sensações.
- Me possua Mestre
Ela achou estranho chamá-lo de Mestre, mas naquele momento seu único desejo era ser possuída por aquele homem estranho. Não conseguia pensar com sanidade. Afinal que diabos acontecia com ela?
Ele levantou a saia dela, e a penetrou. Depois de alguns minutos, Verônica gemia e seu corpo tremia levemente. Tinha tido um orgasmo, como nunca tivera um.
- Agora você é imortal.
- Do que esta falando?
- A transformei em uma criatura da noite como eu.
- Vampiros?
- Pode chamar de vampiro se assim preferir. Nunca mais envelhecerá! Terá todo o tempo do mundo para desfrutar de todos os seus desejos.
Veronica ficou assustada. Mas sentia uma ponta de prazer. Achou que ele mentia, foi então que olhou para a camisa rasgada dele, e os restos de sinais de sangue. Realmente não podia duvidar do que via. Seria um monstro? Não seria muito mais. A partir dali ela mudaria sua vida. Viveria, não envelheceria. Sorriu ao homem e disse:
- Posso saber seu nome?
- Me chame apenas de mestre!

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Nefasto... Por Denny Guinevere


Um ser nefasto encarava-me enquanto de sua boca ensangüentada um zumbido enchia a sala de estar. O homem que cabelos loiros, compridos e de olhos azuis poderia ser até um belo homem não fosse por sua boca sanguinolenta denunciando suas presas afiadas. O ronronar escapava do peito que se movimentava letargicamente, enquanto seu olhar se mantinha acorrentado em minha face.
O ser fúnebre de sobretudo negro, andava em minha direção. Um filete de sangue escorria de sua boca entreaberta manchando meu carpete novo, um ser mágico se não fosse a maldade mundana que lhe desse forças.
-- O que desejas maldito ser? – ele vociferava. Meu Lúcifer, meu amante. Ele estaria preso ao meu comando, toda vez que eu lhe chamasse teria que ser atendida, era este o trato. Minha alma por doze meses de servidão aos meus caprichos. O próprio Lúcifer, o anjo mais belo expulso do paraíso, o ser hediondo do universo feito cachorrinho em minhas mãos.
-- Que sejas meu...
-- Novamente? Será minha serva quando de sua alma eu apossar. Pagarás por me obrigar a me deitar feito humano saciando seu desejo carnal. A maior armadinha da raça humana. Vocês meros fantoches são escravos do sexo, do prazer que ele lhe proporciona.
-- E o senhor não se sente estupidamente satisfeito? Este corpo que o senhor apoderou tem grande desenvoltura – e apontei para baixo – Se por ventura está preso a um humano por que razão não me satisfazer? Nossa última noite...
Lúcifer vociferou. Para ele era uma faca de dois gume. Desde que lhe vendi a alma e o fiz meu servo o obrigava a se deitar ao meu lado quando ele acabava por comer a carne pútrida de algum viciado beirando a morte. Meu amante.
Ele veio em minha direção sustentando o andar firme e assustador. Segurou meus cabelos enquanto me arrastava para o quarto no cômodo ao lado. Cada vez que ele me tocava parte de minha carne era arrancada por seus dentes, ele se alimentava de meu corpo enquanto eu me alimentava de seu sexo.
Suas mãos percorreram meu corpo, mais uma vez o órgão genital do corpo que Lúcifer tomara para si estava enrijecido, eu sabia que ele estava se habituando aos meus costumes, ao prazer extremo.
Ele me mordia vendo meu sangue verter dos cortes profundos, ele lambia o sangue enquanto entrava em meu corpo suando feito humano. Saciando... Um ato insano...
-- Mais um pouco – murmurei. O orgasmo vindo à tona, feito explosão. Um grito. Um desejo. Um amor louco.
-- És minha... – ele gritou antes de girar minha cabeça a trezentos e sessenta graus.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Tempo - Por Denny Guinevere

Por um tempo me escondi, por tempos me ocultei.
Perdida em laços eternos me aprofundei.
E das cinzas eu surgi, nas lágrimas eu amei.
Se por um tempo me perdi, agora me encontrei.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Espantomania fecha o ano com muito terror!




ESPANTOMANIA:
2 dias de arrepiar! Dia 11 e 12 de Dezembro em São Paulo - Zona Sul
Confira no link abaixo a programação!


http://espantomania.webnode.com.br/programa%C3%A7%C3%A3o/

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Indicação - Livro Kôra: O Pressentimento do Dragão - Ana Flávia Abreu



Kôra: O Pressentimento do Dragão - Ana Flávia Abreu


NÃO É O QUE VOCÊ ESTÁ PENSANDO!

Burton, pacata cidade nos Estados Unidos, jamais poderia imaginar que seria invadida por
seres que poucos acreditariam que existissem.

Tentando vencer o trauma de ter sido atacada por seu ex-namorado, Kôra volta à vida normal
com seus amigos no último ano do colégio.

Após um mal entendido, Kôra não consegue ficar perto de Herodes, um jovem que chega a
cidade e encanta todas as garotas. Mas a atração que ele exerce sobre ela é maior do que a
repulsa que ela sente.

Barulhos na floresta, luzes estranhas e personagens saídos de um sonho começam a assustar
a pequena cidade. Ninguém sabe da existência dessas criaturas, pois ninguém sobreviveu para
contar a história. A população acredita ser um serial killer.

Kôra descobre um mundo totalmente diferente do que vive, onde coisas inimagináveis e
impossíveis acontecem. Um mundo onde escolhas difíceis terão que ser tomadas antes que
seja tarde demais.

Uma batalha entre o bem e o mal está prestes a acontecer. Ninguém sabe ao certo o que cada
um esconde e em quem podem confiar. E em meio ao caos, traições e poderes sobrenaturais,
um segredo do passado volta para atormentar a vida dos que julgavam que estava tudo
enterrado.

VOCÊ NUNCA VIU NADA IGUAL!
site: www.mundokora.com.br

terça-feira, 5 de outubro de 2010

BANDA SEMBLANT

SEMBLANT

SEMBLANT



www.semblant.com.br (ainda em processo de construção, com prévia online)
http://www.youtube.com/watch?v=s4tevCYUA5I (entrevista para a rede Globo paranaense sobre vampiros na música, comigo e com a formação antiga da banda)
http://kingdragon.com.br/lojaonline/product_info.php?products_id=1150 (link direto para a compra do cd "Last Night of Mortality" online)
http://www.bunalti.com/?p=142059 (link em um blog russo para download de nosso cd, visto que temos sido muito ouvidos na antiga Europa e suas divisas)


RESENHA WHIPLASH Last Night

SEMBLANT – RESENHA WHIPLASH

Por Ben Ami Scopinho | Em 28/06/10

Desde que liberou a demo "Behold The Real Semblant" (08), várias
foram as portas que se abriram para o Semblant. Natural de Curitiba
(PR) e capitaneado pelos vocalistas Katia Shakath e Sergio Mazul
(Maelström), o grupo vem trilhando desde 2005 o já tão pisoteado
caminho do Gothic, Doom e Dark Metal, e com tanto afinco que o
pessoal era mais do que merecedor de um álbum de estréia, que agora
se concretiza com “Last Night Of Mortality”.

E os caras são bons? Bem, sim... E muito! Desde as ambientações e

orquestrações apocalípticas de Augusto, passando pela distorção das
guitarras de Roberto Hendrigo, aliadas às vocalizações de Mazul – um dos
mais eficazes e flexíveis do estilo em nosso underground – se contrapondo
à bonita voz de colibri de Katia, o Semblant certamente soube como digerir
e trabalhar seus arranjos, mantendo-se afastado de poder ser descrito como
uma mera cópia de suas influências.

Emocional, melódico e não abrindo mão de uma digníssima ferocidade,
o repertório se desenvolve repleto de contrastes, elegante e sempre
obscuro. Contando como convidados ninguém menos do que o potente
vocalista sueco Charles Rytkonen (Morgana LeFay, Inmoria) e o tecladista
Danne Eriksson (Tad Morose, Inmoria) em “Last Night Of Mortality”,
que é o prólogo de uma bela sequencia de composições matadoras
como "Nightmare World", “Sleepless” e a poderosa "Deep In Dark
Waters", além das três já conhecidas faixas da mencionada demo de 2008.

Assim como a vampiresca ilustração de sua capa, todo o projeto visual do
Semblant foi moldado por Gustavo Sazes (Arch Enemy, Andralls, God
Forbid), velho parceiro dos curitibanos. Além do lançamento nacional via
Free Mind Records, “Last Night Of Mortality” também está aportando
na Europa, México e Estados Unidos, se revelando um item bastante
convidativo àqueles que apreciam os primórdios do Tristania, Trail Of
Tears, Moonspell e afins.

Contato: www.myspace.com/semblant

Formação:
Katia Shakath - voz
Sergio Mazul - voz
Roberto Hendrigo - guitarra
Augusto - teclado
Leonardo Rivabem - baixo
Candido Oliveira - bateria

Last Night Of Mortality
(2010 / Free Mind Records – nacional)

01. Last Night Of Mortality
02. Nightmare World
03. Black Babylon
04. Evilbringer
05. Forever Failure
06. Sleepless
07. Legacy Of Blood
08. The Neptune Effect
09. Deep In Dark Waters

10. End Of Dusk