quinta-feira, 30 de outubro de 2008

FELIZ DIA DAS BRUXAS!!


O GATO
Por Adriano Siqueira



Em seu quarto, com o livro de partituras flutuando e folheando sozinhos, Witch fica dançando fazendo os objetos em sua volta dançar com ela, enquanto estuda para as aulas de música. Esse é o seu jeito para sentir a música.
Jonas, o mordomo, interrompe a dança mágica com um bater na porta.
- Srta. Chegou um presente, é uma caixa. Coloquei na sala.
Witch adora presentes e surpresas. Seus poderes não são tão completos para poder adivinhar o que tem dentro da caixa... mas seria terrível saber o que ganhar antes de abrir e as vezes se sente como humana, é adorável e excitante.
A caixa estava lá ... parecia ser uma gaiola. Ela abriu com toda a velocidade de uma mulher quando ganha algo.
Um gato... e preto. lindo .. ele lambia seu rosto como se já conhecessem.. foi amor a primeira vista.
- A Srta. tem certeza que quer ficar com ele?
- Claro Jonas! é lindo... já viu uma bruxa sem um gato preto?
Jonas desaprovou a idéia mas, mesmo assim, pegou o leite na geladeira...e disse ironicamente.
- Sim srta. tem razão .. vou providenciar o caldeirão e as vassouras também... Quem sabe transformamos a mansão em uma simples casa de chocolate?
- Fazendo uma careta Witch pega o gato e leva para o quarto!
- Vou ficar com ele Jonas e ...agora que notei ... Você ficaria bem de ratinho branco.
A noite chega e Witch dorme tranqüilamente. O gato na cabeceira da cama olha para a lua e depois disso nada será como antes... A transformação tem início... Aquele gato virará um homem!
- Srta... - dizendo bem baixo para a Witch...- Precisa me ajudar...
Witch acorda e com seus reflexos prende o homem com grades feitas por luzes sólidas.
- Quem é você??? Como entrou ?? Cadê meu gato???
- Por favor senhorita .. eu não posso responder tudo de uma vez. Tenha calma. Não sou seu inimigo. Apenas peço seu auxilio. Esta maldição apenas me deixa nesta forma a noite e de dia volto a forma de um gato! Meu reino está em apuros tenho que voltar mas, antes peço para que retire a maldição que esta em mim.
Witch olha para aquele homem bonito e muito alto, ele poderia facilmente dominá-la se não tivesse poderes de bruxaria mas, ela, por alguma razão confia e o liberta!
- Certo mas, se der uma de engraçadinho, eu pessoalmente deixo você com forma de gato pro resto da vida!
Pegando os livros e grimórios mais antigos ela pesquisa sobre este feitiço.
- Srta.. temos companhia.
A lua que estava brilhando como um Sol. É coberta por vultos negros. Eram milhares de morcegos que estavam indo a direção àquela mansão.
- Estou levantando uma barreira para eles não entrarem na mansão. Pelo menos por uns 10 minutos espero terminar isso antes!
Dizendo algumas palavras ela joga o feitiço naquele homem que agora é meio homem meio gato!

- Ótimo agora estou vestido para um baile a fantasia..obrigado. - Olhando com raiva para Witch.
- É o melhor que eu pude fazer seu mal agradecido. Agora você ficará nesta forma dia e noite.
- O melhor? Estou parecendo o leão covarde do Mágico de Oz.
- Pois é melhor um leão do que um rato que é no que vou te transformar se você continuar tagarelando!
- As mulheres da cidade são sempre assim? por isso gosto do campo.
Jonas entra no quarto e vê a briga dos dois e não consegue evitar em dizer.
- Srta Megera Domada os morcegos estão batendo na porta. Posso deixá-los entrar pra tomar um chá enquanto você marca a data do casamento!
- AAAAAhhhh! Odeio homens!
Usando as músicas que havia criado ela faz uma barreira de som envolta dos morcegos fazendo com que eles fiquem perdidos e sem direção espalhando-se pelo céu e terminando a ameaça!
- Ora vejam só! - falava o homem-gato batendo palmas - Consegui fazer um feitiço que funciona em menos de meia hora.
- Deita na cama agora!!!
- Hei! Essa não é a maneira certa de cortejar um homem!
- Agoraaaaa!!!
- Tá bom. Tudo bem mas, e esse garçom ai? Vai ficar olhando?
- É mordomo! E não é pra fazer sexo que quero você ai... é que deitado e parado o feitiço será mais fácil de retirar!
- Se você ficar quieto eu darei uma sardinha de presente! - Jonas disse isso rindo da situação.
- Odeio cidade grande...
- Quieto estou terminando...
- Ser um gato não era tão ruim...
- Quieto ou eu o transformo em papagaio!
- Currupacoooo... - Jonas estava no chão de tanto rir!
A luz era bem pequena e tomou, de repente, toda a parte do quarto. Quase chegou a iluminar a cidade a sua volta... Gritando palavras que apenas Merlin sabia o significado, o corpo daquele homem-gato aos poucos voltava a ser como era, humano.
- Finalmente! - disse ela!
- É mesmo! Funcionou estou inteiro de novo!
- Acho que não senhor o seu rabo sumiu!
- Engraçado Jonas... já viu mordomo partido em dois?
- Parem com isso vocês dois!
- Tudo bem ... já vou indo. As bruxas da cidade me fazem mal.
- Os homens-gatos também. -Disse Witch olhando para ele.
Aquele homem segue seu caminho. Ele olha para Witch e seus olhos mostram agradecimentos e antes dele falar Witch interrompe.
- Eu fiz o que deveria fazer. quando tiver mais problemas apareça.
- Sempre terá uma tigela de leite te esperando. - Jonas sempre irônico – é atingido pelo cotovelo da Witch.
- Não liga pra ele... volte sempre sim.

O homem sorri, e segue seu caminho para seu reino pronto para voltar a batalha.
- Corajoso. - Jonas diz - Ele voltará.
- Claro! - Witch vai até a janela e acena para ele...
- Eles sempre voltam.


Sobre o autor:
Adriano Siqueira é um dos escritores do livro "Amor Vampiro" e criador do fanzine "Adorável Noite" sobre contos de terror e vampiros, que é distribuído em várias casas noturnas e eventos sobre ficção. Faz palestra sobre vampiros e escreve para vários sites sobre o tema.





o Sabbat das bruxas por Camila Bernardini


A magia esta no ar

O sabbat das bruxas

Já vão começar

Com o seu atame na mão

O circulo elas vão começar

Depois cultuam os elementos

o fogo, a água, a terra e o ar

Elas fazem seus pedidos

Para a grande mãe realizar

Elas amam a natureza

E sempre irão amar

las traçam seu destinos

e aprendem a voar

voar com liberdade

Liberdade de sonhar

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Maldito - Por Denny Guinevere Du Coudray




Nas mãos malditas o sangue pútrido
Sujas de mentiras sem verdade
Maldito homem, maldito ser
Que levou consigo o coração da jovenzinha
Mastigando enquanto ainda batia
Sujando-se com sangue inocente
Ser maldito, morto-vivo
Cavalgando entre os vivos
Arrastando-os consigo
Num inferno estridente
Olhares atônicos, olhares gelado
Que com aquilo não se conformaram
Clamando ao divino que suplicaram por auxilio
Ser fedido, imprevisível
Que não era mais bem vindo
Do céu, inferno e terra
Fora recolhido.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Doce Vingança- por Camila Bernardini


Meus olhos te viram tristes

Olhando para o infinito

seus olhos tão aflitos

Soluços prontos para virar um grito

Nessa hora minha alma

Com dor foi perfurada

talvez sua tristeza de não sentir-se amada

faça com que esses olhos demonstrem ser maltratada

sentada sozinha naquela sepultura

Lágrimas que teimam em escorrer

Mil dúvidas surgem no vazio da sua mente

Mas você não acha a resposta e nem o porque

Com seu copo de vinho brinda a morte

E tudo que ela tem a lhe oferecer

Já esquece de ser forte

tudo que deseja é parar de sofrer

Eu em minha angústia tento te socorrer

Mas você já não me ouve

Já não consegue entender

Quer apenas a solidão inerte na sua própria escuridão

seu caminho está em trevas

Sem nenhuma luz a brilhar

Sua dor...seu pecado

Talvez foi querer me amar

Em meio ao soluço e desespero peço para me perdoar

Mas você continua distante

Apenas com o desejo de se matar

Então no mesmo instante

Vejo um punhal te acertar

O sangue no chão começa a espalhar

Com um último suspiro

Você me lança um olhar

Diz em um sussurro

Que foi a doce maneira que encontrou para de mim se vingar

Com seu corpo morto...em meu braços

Sei que tudo está perdido

me perdoe por um dia

Em sua vida ter existido

domingo, 12 de outubro de 2008

Desconhecido. - Por Denny Guinevere Du Coudray


A bela jovem apoiava as mãos delicadas sobre o vidro que a separa do mundo complexo, lentamente encostou seu rosto junto às mãos e desatou a chorar compulsivamente. As pessoas que por ali passavam observavam-na com certa admiração e indagavam-se para si mesmas. “Como uma mulher tão bela como ela, poderia ficar tão triste? Certamente ela seria capaz de alcançar o céu”.
Laurem enxugou a face e contemplou o céu estrelado antes de cair ao chão batendo fortemente a cabeça no que resultou rapidamente numa possa de sangue entre seus cabelos longos e da cor do sol; os olhos azuis da jovem permaneciam abertos e fixos na estrela que brilhava para ela minutos antes do ultimo suspiro ser proferido dos lábios outrora rosados da jovem agora falecida.
O coração de uma mulher é como um oceano revolto. E Laurem sabia que o fim se aproximaria já que abandonara a vida que tanto amou um dia, o resultado de seus pensamentos pecaminosos não tardou a se realizar, a morte veio buscar-lhe, e levou a jovem para um lugar desconhecido, para onde todos nós iremos um dia.
O mundo silenciou-se ao sentir a vida de Laurem se esvair do solo terrestre, os anjos choravam naquele instante com o desapontamento de perde-la sem lutar. Junto com as lagrimas desabou sobre a terra pequenas gotas que lavavam o solo fértil, gotas de chuva mescladas com lagrimas dos anjos e do Senhor de todo universo que lamentava a morte da jovem Laurem.

__ Talvez, eles não saibam. Mas, lamentamos a perda de cada um deles, esta jovem tinha muito que conquistar – disse Arcanjo Miguel para o anjo Serafim.
__ Com certeza. Haverá justiça entre os homens, e notarão que se não se unirem morrerão todos sozinhos. Sempre estivemos aqui, mas nunca fomos ouvidos. – Completou Serafim.
E por eles passou Laurem que acompanhou a Morte em sua nova jornada. Morrer era imprevisível. Aceitar a morte da bela jovem que poderia ser a salvação de muitos, impossível.
E um grito ecoou na eternidade.

sábado, 11 de outubro de 2008

Conto de terror para o dia das crianças - por Adriano Siqueira

Problem Child

Meu nome é Fabiano Fonseca, sou pediatra, um psicólogo para crianças. O que se segue nas linhas abaixo é um relato que, posso garantir, será o meu último.


Tudo começou quando uma mulher de nome Estefânia, de 30 anos, entrou no meu consultório dizendo que estava tendo problemas com seus dois filhos: Abílio França , e Arnaldo França.
- Doutor! Eu não sei mais o que fazer. Há alguns meses estou querendo resolver este problema. É sobre os meus filhos, Abílio, têm 6 anos e Arnaldo, 11. Ultimamente eles estão brigando muito.
- Acalme-se senhora! Tenho certeza que juntos, poderemos resolver este problema.
- São os brinquedos Doutor. Abílio, o mais novo destrói os brinquedos que dou para o Arnaldo. Ele não suporta ter brinquedos menores do que seu irmão. Ele fica revoltado com isso.
- E o que o pai das crianças diz sobre este assunto?
- Eu sou viúva.
- Sinto muito.
- Ele morreu um ano depois do nascimento do Abílio.
- E qual foi o brinquedo que a senhora deu para que o Abílio ficasse irritado com seu irmão?
- Aviões. Dei uma miniatura de avião de para montar para o Arnaldo e um pequeno, de plástico para o mais novo. Não demorou muito para que o Abílio usasse o avião dele como ferramenta para destruir o avião do irmão mais velho.
Pensei por algum momento no desastre que passou nestes dias na TV. Uma tragédia, com as mesmas proporções. Um avião pequeno, que deliberadamente ficou na mesma rota de um maior, causando um dos maiores acidentes deste país, mas logo voltei ao dialogo.
- Senhora, vamos fazer o seguinte. Dá próxima vez que der outro brinquedo para as crianças dê o melhor que possa comprar conforme a sua faixa etária e explique que os presentes são os melhores conforme a idade que eles têm. Diga também que seu amor é igual para os dois.
- Obrigado doutor. Seguirei as suas instruções.
Era um problema praticamente comum. Sempre existia esta rincha com os filhos mais velhos. Os mais novos faziam isso para ter mais atenção da mãe. Ainda mais sem a presença do pai. Era importante que ela mostrasse amor pelos dois em igual potência.
Na semana seguinte, ela voltou ao meu consultório.
- Doutor! Aconteceu de novo. Dessa vez eu comprei dois barcos. E embora eles sejam os melhores para cada idade o Abílio queria o presente do Arnaldo.
- E qual foi o presente desta vez senhora Estefânia?
- Bom... Dessa vez eu não quis dar aviões. Sabe... Essas notícias sobre o avião que caiu, não para de aparecer na TV e eu não queria que as crianças ficassem impressionadas com toda aquela história. Por isso, desta vez eu dei navios.
- Navios?
Olhei para o meu lado esquerdo da mesa e vi que um dos jornais que assino e estava mostrando um acidente com dois navios. Fiquei um pouco intrigado no momento... Era muita coincidência... Primeiro os aviões e agora navios? Respirei um pouco... Tomei um gole d`água e continuei a conversa.
- Talvez a briga deles não seja por causa dos brinquedos. Compre algo que seja para qualquer idade assim elas deixaram de brigar.
- Está certo doutor. Vou pensar em algum presente que sirva para qualquer idade.
Não quis atender mais ninguém naquele dia. Fiquei muito impressionado com as coincidências dos acidentes e os brinquedos das crianças. Chega a ser assustador. Este assunto encaixaria perfeitamente nos sites que abordam enigmas sobrenaturais. Fiquei pensando até na possibilidade de ser escritor de terror.
Na semana seguinte ela retornou e antes que ela entrasse na minha sala verifiquei os jornais para ver se tinha acontecido alguma tragédia e, para o meu espanto, tinha acontecido mesmo...
- O senhor não vai acreditar. Comprei brinquedos iguais para os dois e novamente Abílio destruiu o presente do Arnaldo.
- Deixe-me adivinhar senhora Estefânia. A senhora comprou dois trens iguais! E o Arnaldo destruiu o trêm do Arnaldo usando seu próprio trêm como ferramenta.
- Isso mesmo! Como soube!
Peguei o jornal que estava do meu lado esquerdo e mostrei a manchete que mostrava a colisão de dois trens exatamente iguais. Ela ficou tão impressionada como eu.
- Sei que é duro acreditar que isto esteja acontecendo mais preciso ver os seus filhos.

Ela concordou. E marquei para ir naquela mesma noite.
Logo que cheguei na porta ela saiu correndo para me levar para dentro.
- Por favor venha depressa! Abílio está com raiva. Está quebrando todos os brinquedos do irmão.
Rapidamente entrei para acabar com a briga. Eu tinha que acabar com toda aquela loucura.
Conforme estava indo para o quarto das crianças notei que as luzes de dentro da casa estavam piscando, notei também um pequeno tremor na casa, causando a queda de alguns objetos.
O garoto mais velho saiu correndo do quarto e abraçou a sua mãe.
- Mãe! Não deixa o Abílio quebrá-lo.
- Calma filho! O doutor está aqui! Ele vai ajudar.
Eu entrei no quarto. Eu vi o Abílio sentado bem no meio de um monte de brinquedos quebrados. Ele estava com um globo do mundo nas mãos e ficava batendo com uma pedra.
O tremor aumentava e aos poucos escutava algumas pessoas do lado de fora da casa, correndo e gritando. A televisão, que ligava e desligava informava algo sobre vários meteoros caindo na terra e destruindo continentes.
- Mundo maldito! – A criança gritava. – Morra mundo injusto e maldito!
O pânico nas ruas quase me fez esquecer de toda aquele situação e por segundo pensei em sair dali e correr... Mas correr para onde?
Novamente tentei raciocinar. Como se eu pudesse achar uma lógica em toda aquela loucura. Precisava de um pouco de tempo que eu sabia que não tinha. Eu agi. Mais por instinto do que raciocínio então gritei:
- Abílio!! Se destruir isso você nunca mais terá um presente.
Abílio parou. Ele ficou segurando a pedra com o braço bem erguido para dar o seu golpe final. Ele desviou os olhos daquele globo ficou olhando profundamente nos meus.
- Eu não quero mais presentes! Não quero mais brinquedos!
- Mas este você vai querer! Esse presente que vou te dar, ninguém terá igual.
Aos poucos ele foi abaixando o braço e começou a chorar.
Eu me aproximei dele e o abracei.
- Eu quero ser seu pai Abílio! Eu quero construir junto com você, um novo mundo.
Ficamos ali abraçados e aos poucos tudo voltou ao normal.

***

Hoje faz um ano que o Abílio mora em minha casa. Afastado da mãe e do irmão nunca mais ele quebrou nada. Ele é agora um garoto normal. Segue a sua vida tranqüilamente e as vezes, a sua mãe e seu irmão vêm visitá-lo.

Ouço alguém bater na porta e como a minha secretária tinha saído para almoçar eu atendi. Era o Arnaldo. Irmão do Abílio.
- Olá Arnaldo! Não esperava a sua visita.
- Vim agradecer pelo que fez.
- Sente-se!
Arnaldo se sentou na cadeira bem ao lado de alguns brinquedos que deixo no consultório para as crianças brincarem. Ele ficou olhando um pouco os brinquedos enquanto falava comigo.
- Fiquei muito contente por estar cuidando do meu irmão. Ele era mesmo um problema.
Fiquei ouvindo o que ele dizia.
- Na verdade ele só queria um pai.
- Certamente! Era isso mesmo que ele precisava.
Arnaldo pegou um homenzinho e um carinho. Colocou o homenzinho na mesa e ficou brincando com o carrinho de um lado para o outro.
- E eu queria um quarto só para mim e a completa atenção da minha mãe.
Eu fiquei indagado com a sua resposta. E senti um calafrio.
- Você não ama seu irmão? Não o queria no seu quarto.
- Eu sou especial Dr. Fabiano. Muito especial.
Arnaldo direcionou o carro em direção ao boneco e acertou o boneco em cheio. Escutei em seguida o som de uma brecada violenta na rua e corri para a janela e vi um homem atropelado e muitas pessoas gritando. Arnaldo continuava falando.
- Ele poderia me atrapalhar no futuro. Ele era o único que sabia de tudo. E agora... O senhor também sabe! Mas não irá fazer nada não é?
Fiquei olhando Arnaldo completamente impotente. Ele se levantou e foi em direção a porta. Novamente parou e me olhou.
- Afinal... Este é mesmo um mundo injusto e maldito


sexta-feira, 3 de outubro de 2008

O espelho que refletia os vampiros - Por Adriano Siqueira



Dentro do castelo, o Rei Lucius e seus discípulos aguardavam as palavras do viajante, que caregava um objeto curioso.
— Está bem aqui senhores! O único espelho que realmente pode mostrar um vampiro! Está baratinho, baratinho!
O Rei chega bem perto do vendedor e diz:
— Tem certeza que este espelho mostra mesmo um vampiro?
— Vossa alteza, eu estou lhe dizendop, pode testar se assim desejar!
Desconfiado, o rei avalia calmamente o espelho. Ele olha de cima a baixo e direciona a sua mão bem devagar ao centro do espelho até finalmente atravessá-lo. Ele retira a mão rapidamente e diz ao viajante:
— É um embuste! Esta armação está vazia!
— Oh, não! Não senhor! Este espelho é especial, é claro! O senhor não o vê, mas ele está aí. Só os vampiros é que irão aparecer. Nada mais.
O rei pegou o espelho e chacoalhou um pouco, mudando de direção, e disse:
— Tem razão, forasteiro. Estou mesmo vendo um vampiro e é você!
— Como assim, vossa alteza?
— Meus suditos podem comprovar! – O rei levanta as mãos para os seus súditos e diz: – Todos estão vendo o vampiro?
E todos concordam com o rei. O forasteiro tenta fugir, mas os guardas o detêm.
— Vossa Alteza! Piedade! Clemência!
— Você sabe o que fazemos com os vampiros aqui? Nós o amarramos nas portas do castelo e abrimos, quando o próximo forasteiro aparece! Assim ele já estará avisado de que o rei tem bom humor.
— Minha nossa, majestade! Eu suplico! Realmente, o espelho deve ter caído no caminho. Tenho certeza que está lá fora!
— Levem-no!
O forasteiro é amarrado nas portas do castelo. Seus braços e pernas esticados em cada lado das duas portas da entrada. Anoiteceu e finalmente um novo visitante aparece fazendo os guardas abrirem o portão destroçando o corpo do viajante.
Os guardas ficam impressionados com a cena.
Ele estava com uma capa enorme que cobria quase toda a entrada do castelo. Em seus braços, um espelho, onde seu reflexo aparecia como fogo.
Quando apresentado ao rei, forasteiro diz:
— Achei este espelho pelo caminho! Obrigado por me convidar a entrar!
Ele dá uma gargalhada e seus caninos salientes aparecem.

—Está mesmo na hora do jantar.